FAECAD FACULDADE EVANGÉLICA DE TECNOLOGIA, CIÊNCIAS E BIOTECNOLOGIA.
LUIZ HENRIQUE CARVALHO DA SILVA
A HISTÓRIA E LITURGIA DA CEIA DO SENHOR:
DESDE A SUA INSTITUIÇÃO ATÉ OS NOSSOS DIAS
RIO DE JANEIRO/RJ
2017
FAECAD FACULDADE EVANGÉLICA DE TECNOLOGIA, CIÊNCIAS E BIOTECNOLOGIA.
LUIZ HENRIQUE CARVALHO DA SILVA
A HISTÓRIA E LITURGIA DA CEIA DO SENHOR:
DESDE A SUA INSTITUIÇÃO ATÉ OS NOSSOS DIAS
Trabalho de conclusão de curso, apresentado a Faecad
Faculdade Evangélica Tecnologia, Ciência e Biotecnologia, como exigência
parcial para obtenção de título de bacharel em Teologia.
Orientador: Professor Germano Soares Silva
RIO DE JANEIRO/RJ
2017
Dedico ao Senhor Jesus a
realização desse trabalho. Também lhe sou grato, por ter orientado aos meus
familiares a me apoiarem sempre que necessário em especial, ao meu filho Lucas.
A HISTÓRIA E LITURGIA DA CEIA DO SENHOR:
DESDE A SUA INSTITUIÇÃO ATÉ OS NOSSOS DIAS
RESUMO
Esse trabalho visa relatar a história existente na
celebração da Ceia do Senhor, desde a sua instituição, revelada nos versículos
dos evangelhos, até os dias atuais. Buscando respostas, para entendermos as
teologias desenvolvidas, durante o período que proporcionou as diferentes
formas de celebração da ceia, nas igrejas que se intitulam cristãs. Objetivando
levar aos cristãos a refletirem e buscarem realizar a ceia conforme a intenção
daquele que a instituiu. O trabalho foi realizado de forma cronológica, tendo
como objetivo a determinação das datas dos eventos revelados por teólogos,
líderes eclesiásticos, historiadores; através da bibliografia e órgãos oficiais
das igrejas, conforme referências. O resultado da pesquisa revela que; conforme
as circunstâncias e a localidade foram inseridos preceitos que tornaram a Ceia
em uma liturgia diferente daquela que o fundador do cristianismo prescreveu.
PALAVRAS
CHAVES: COMUNHÃO, EUCARISTIA, PÃO, SACRAMENTO E VINHO.
THE HISTORY AND LITURGY OF THE LORD'S SUPPER:
FROM YOUR INSTITUTION TO OUR DAYS
ABSTRACT
This work
aims to relate the history of the celebration of the Lord's Supper, from its
institution revealed in the verses of the Gospels to the present day. Looking
for answers, to understand the theologies developed during the period that
provided, the different forms of celebration of the supper in churches that
call themselves Christians. Aiming to lead Christians to reflect and seek to
perform the supper according to the intention of the one who instituted it. The
work was carried out in a chronological way, aiming at determining the dates of
events revealed by theologians, ecclesiastical leaders, historians; Through the
bibliography and official bodies of the churches, according to references. The
result of the research reveals that; According to circumstances and locality,
precepts were inserted which made the Supper in a liturgy different from that
which the founder of Christianity prescribes.
KEY WORDS: COMMUNION, EUCHARIST, BREAD, SACRAMENTO AND
WINE.
SUMÁRIO
1
INTRODUÇÃO
A Ceia do Senhor foi o nome que o apóstolo Paulo deu a
ordenança feita por Jesus, na noite anterior a sua crucificação, esse
sacramento também é conhecido por eucaristia ou santa ceia. O fundador do
cristianismo nasceu na Judéia e nesse período, existiam pelo menos, dois
calendários; o romano, tendo como referência a suposta fundação de Roma, pelos
irmãos Rômulo e Remo e o judaico, que se baseia nas escrituras do Tanakh,
também conhecido como; Antigo Testamento. Além da diferente contagem do tempo,
no local em que Jesus nasceu, haviam pelo menos três idiomas que eram
pronunciados na Judéia; o hebraico, aramaico e o grego. Yeshua Ben Yosef, que pronunciado
no grego soa Iêsous e que mais tarde foi transliterado para Jesus, do qual o
mundo ocidental o conhece, deu início a um movimento que veio a se chamar
cristianismo, que significa; doutrina dos cristãos, a palavra cristão, foi
transliterada do latim Christianos, que significa seguidores de Cristo, já a
palavra Cristo é uma pronúncia escrita de Christos.. Levando-se em conta os
calendários já citados e os registros dos evangelhos; Jesus celebrou a ceia na
páscoa judaica com os seus discípulos no ano de 783 A. U. C. (Ab Urbcondita),
segundo a contagem romana, ou pelo calendário judaico, no ano de 3790, que
supõe ser o ano de 30 ou 33 D. C., da era cristã, calendário esse inventado em
525 D. C. ou 1278 A. U. C., por Denis, o Exíguo, a pedido do papa João I. Essas
datas são aproximadas, pois não podemos precisar o ano, devido à escassez de
documentos da época e as diferentes opiniões dos pesquisadores.
Retornando ao tema motivador desse
trabalho, se levar em consideração, que um pedido do Senhor Jesus é uma
ordenança, então, a Ceia do Senhor passa a ser uma doutrina que os seus
seguidores devem realizar. Com o crescimento da comunidade messiânica, houve a
necessidade de organizar essa doutrina e consequentemente, começaram a vir os
questionamentos; Quem poderia participar? Seriam apenas os membros batizados?
Quando devemos celebrar? Todos os dias? Uma vez por semana, mês ou ano? Devemos
beber vinho ou suco de uva? Enfim, não são poucos as dúvidas a respeito de como
e quando realizar a ceia, além disso, há incertezas também quanto ao seu
significado; É apenas uma lembrança? Um simbolismo? Existe algo a ver com a
páscoa instituída no Egito quando o povo de Israel esteve escravo? O que
parecia ser apenas uma simples instrução ordenada pelo fundador do
cristianismo, passou a ser algo amplamente discutido. Muitas igrejas que hoje
se autodenominam cristãs realizam a Ceia de formas diferentes.
Sobre o período abordado,
destacam–se na literatura os trabalhos de Alberigo (1995), Bellito (2014),
Bíblia (2007), Carroll (2007), Catecismo (1998), Eusébio (1999), Lutero (2001),
Ryle (1900), Santos (2005), Schneider (2009), Sierra (2014), Stern (2008) e
Ursinus (1999), que serão relatadas através de uma cronologia, divididas em
capítulos, na seguinte ordem; Do primeiro ao quarto século, Idade Média,
Surgimento do protestantismo e Nossos dias.
O trabalho tem o objetivo de
conhecer as liturgias criadas acerca da Ceia e suas consequências, para que
possamos aprender com os fatos dessa inebriante história e contribuir para a
realização do sacramento, conforme a ordenança de seu idealizador.
2 DO PRIMEIRO AO QUARTO SÉCULO
2.1 A Instituição da Ceia
Na noite anterior a sua morte, segundo a
narrativa do evangelho de Lucas, o Senhor Jesus celebrava a páscoa com seus
discípulos, em certo momento, tomou um pão e o repartiu dizendo: “Isto é o meu
corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente depois
de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue
derramado em favor de vós”.[1]
Essa ordenança, por mais simples que pareça, é motivo de discussões e
posicionamentos diferentes entre as denominações cristãs, por esse motivo,
seria bom detalharmos os episódios da Ceia, que antecederam a sua
crucificação.
A primeira questão que percebemos, é que a
última ceia ocorreu na Páscoa judaica e que provavelmente, essa festividade
fosse a mais importante registrada no Antigo Testamento, pois simboliza dentre
outras coisas; o fim de um cativeiro e a passagem para a formação de uma nova
nação. Conforme relata o livro de Êxodo “Este dia vos será por memorial e os
celebrarei como solenidade ao Senhor; nas vossas gerações o celebrarei por
estatuto perpétuo”.[2]
Mesmo em diferentes proporções, podemos notar a similaridade entre os símbolos
e os significados de ambas as festividades; a começar pela liberdade que o
Messias proporciona e a emancipação da escravidão no Egito; outra relevante
semelhança é o cordeiro que João Batista citou “Eis o cordeiro de Deus que tira
o pecado do mundo”[3], fazendo
uma alusão ao cordeiro sem defeito da Páscoa, e por fim, em ambas as ocasiões,
Deus, na pessoa do Pai e do Filho, determinou ao seu povo, que essas
celebrações fossem realizadas como ordenança perpétua.
O segundo acontecimento na ceia a
chamar nossa atenção, foi o repartir do
pão, essa tradição é
mencionada em duas ocasiões; a primeira é de Stern apud Shulam “isso
pode ter sido um banquete celebratório que acompanha um mandamento”.[4]
A outra menção é do catecismo da igreja católica, que confirma essa possível
tradição quando diz “este rito, próprio da refeição judaica foi utilizado por
Jesus, quando abençoava e distribuía o pão como presidente da mesa”.[5] Logo após
a distribuição dos elementos, o Senhor Jesus disse que; eles eram ‘o
seu corpo e o seu sangue’, se referindo ao pão e o fruto da vide. Ele não
poderia ter dito isso de forma literal, pois Ele estava vivo. Esse gesto deve
ser interpretado de forma simbólica e que o façam em memória; isso enfatiza a
ideia da necessidade, de que, seus discípulos sempre estivessem em comunhão com
Ele, observando os seus ensinamentos e confiando plenamente n’Ele.
Nas palavras de Jesus, não
encontramos uma data ou dia específico para a realização da Ceia, nenhuma norma
quanto a celebração ser; diária ou por quantas vezes na semana, mês, ou até
mesmo ao ano. Aparentemente, Jesus deixou a critério de seus seguidores a época
que deveria ser celebrada, também nada menciona sobre acepção ou não de
pessoas, mesmo porque Judas Iscariotes participou da última ceia. A única
observância a ser feita era que; fosse realizada a distribuição do pão e do
vinho, simbolizando o seu corpo e o seu sangue, em sua memória.
2.2 A Ceia da Igreja Primitiva
Outro registro da ceia no novo testamento acontece
aproximadamente vinte anos após o Senhor Jesus ter instituído a Ceia, isso
ocorreu através do apóstolo Paulo, em uma carta, repreendendo a postura da
igreja em Corinto “Porque, ao comerdes, cada um toma antecipadamente, sua
própria ceia; e há quem tenha fome, ao passo que há também quem se embriague”.[6]
Não nos cabe aqui fazer um julgamento dos cristãos de Corinto, mas o
apóstolo percebeu a necessidade de orientar essa comunidade e isso nos deixou o
legado de como os cristãos devem participar, em outras palavras; realizar a
ceia na comunidade, no momento em que todos os membros estivessem presentes,
repartindo o pão, distribuindo o fruto da videira sem acepção de pessoas e com
o respeito devido pelo significado da celebração. A
orientação do apóstolo foi o último registro da Ceia nas escrituras.
2.3 Registros da Ceia à margem das Escrituras
Fora do Cânon, Novo Testamentário, existem registros
da Ceia; o autor Roberto Santos apud
Plínio, que entre os anos 97 a 109 d. C. “os cristão se reuniam antes do
amanhecer, participando de uma refeição em comum”,[7]
já o livro História Eclesiástico, que conta a história do cristianismo desde o
primeiro até o quarto século, também se encontram alguns registros sobre a
Ceia; No século dois, um grupo chamado ebionitas “também observavam o sábado e
outras disciplinas dos judeus, exatamente como eles, mas por outro lado, também
celebravam os dias do Senhor como nós, para comemorar sua ressurreição”.[8]
Isso pode sugerir que a Ceia era celebrada semanalmente. Ainda no século dois,
o historiador Eusébio nos revela que na época do imperador Antonino Vero, os
cristãos de Lion e da Gália, foram perseguidos, torturados e assassinados,
sendo que uma das acusações que faziam, eram de que os cristãos praticavam
ceias canibais, o historiador revela que em sua defesa, Bíblias tinha dito “Como, disse ela, pessoas como essas poderiam
devorar crianças, se consideram impróprio provar até mesmo o sangue de animais
irracionais”,[9]
pois, de forma errônea, a população era persuadida a crer que comiam o corpo de
um defunto.
No final do século dois, ainda em
História Eclesiástica, é registrada uma divergência sobre os que praticavam o
Quartodecimanismo, ou seja, aqueles que observavam a páscoa conforme a tradição
judaica em objeção aos bispos que associavam a páscoa ao domingo, dia da
ressurreição do Messias. Para evitar uma possível inimizade entre o bispo
Victor de Roma e o quartodecimanista Polícatres, Eusébio nos conta que Irineu
foi o intermediador, e esclarece já ter existido essa pequena divergência entre
Aniceto e Policarpo, mas que eles viviam em paz, como relata “Mas
os próprios presbíteros diante de vós, que não o observavam, enviaram a eucaristia
àqueles da igreja que o observavam”[10]
e ainda em outro trecho desse texto “Aniceto cedeu a Policarpo, sem dúvida por respeito, ofício de consagrar; e se
separaram em paz, ficando toda a igreja em paz; tanto os que observavam quantos
aos que não, mantendo a paz”.[11]
Isso vem a demonstrar que a igreja tinha como práxis, utilizar a
eucaristia para selar a paz e confirmar que não havia ficado rugas entre os
irmãos. Outro fato digno de registro foi à comunhão de leigo, que era uma
celebração da eucaristia diferente para quem estivesse retornando ao caminho,
isso ocorreu entre os anos de 251 e 258 da
era cristã, sobre isso, Eusébio cita Dionísio “Um desses, não muito depois,
voltou a sua igreja, lamentando e confessando o erro, com quem também
comungamos como leigo”.[12]
Esse tipo de comunhão pode ser a mesma mencionada por Schneider “Aos leigos, portanto, começou
a se distribuir o pão eucarístico (embebido no vinho consagrado, nos ritos
orientais) diretamente na boca”.[13]
Ainda nesse período, Novato, autor da
heresia cátaro, obrigava aos fiéis a jurar–lhe fidelidade na hora da Ceia, só
permitindo participar os que prestassem o juramento, conforme registrado em
História Eclesiástica “Jura a mim, pelo corpo e sangue do nosso salvador Jesus
Cristo que jamais me deixarás nem te voltarás para Cornélio”.[14] Em
Antioquia, também no início do terceiro século, ocorreu algo, que nos revela
alguns dos pensamentos que os cristãos tinham acerca dos elementos da ceia; um
ancião que percebeu ter chegado a sua hora de morrer, pediu ao seu neto que
chamasse o presbítero, como o clérigo não pode acompanhar o menino, deu lhe uma
porção da eucaristia (possivelmente um pedaço de pão) e lhe disse para umedecer
em algum líquido e gotejar na boca do ancião, o menino obedeceu e após receber
as gotas, o homem que jazia, veio a falecer. Dionísio de Alexandria, citado por
Eusébio se posiciona em relação ao acontecido, com uma pergunta retórica: “Não
foi ele, portanto, evidentemente preservado e não continuou vivendo até ser
absolvido e seus pecados serem removidos, para ser reconhecido como crente
pelos muitos bons atos que teria feito?”,[15]
evidenciando, quanto ‘O Grande’, como era cognominado, considerava a eucaristia
de suma importância para o perdão dos pecados.
No bispado romano de Sixto, aproximadamente em 257 da era
comum, novamente Eusébio menciona Dionísio, que nos revela: “Pois a
alguém que tivera o hábito de ouvir ações de graça, e repetir o amém, e
postar-se a mesa, e estender a mão para receber os elementos sagrados”[16],
sugerindo assim a forma que os cristãos participavam da chamada eucaristia; de
pé (postando-se) a mesa, pronunciando o amém e estendendo as suas mãos para
receber o elemento.
Entre o segundo e terceiro século,
já existia certa adoração aos elementos, alguns pais da igreja; compartilhavam
do mesmo cuidado e veneração acerca do pão ou do vinho; Schneider cita alguns deles, começando por Tertuliano “Sofremos angústia a fim de que nada do Cálice e do pão
caia no chão”,[17]
quanto à Orígenes “Recebendo o
corpo do Senhor, sabeis como deveis guarda-Lo com todo cuidado e veneração, a
fim de que não caia sequer um fragmento no chão e não se perca algo do dom
consagrado”,[18]
quanto a que Cirilo menciona, o autor de Dominus
Est revela, “Não deverias cuidar, com cautela e
vigilância ainda maior, a fim de que nada e sequer uma migalha do Corpo do
Senhor possa cair no chão, porque é muito mais precioso do que o ouro ou pedras
preciosas?”.[19]
Dando prosseguimento aos registros
da era patrística por Schneider, temos
João Crisóstomo, arcebispo de Constantinopla, que era um dos mais cuidadosos
quanto à liturgia da Ceia, o arcebispo expressou exortações acerca do pão e de
quem poderia participar da comunhão: “Vamos com a devida modéstia ao encontro
do rei dos céus. E ao receber esta hóstia santa e imaculada, beijemo-La”[20]
e ainda; “Mesmo se alguém, por ignorância, se aproximar para receber a
Comunhão, impede-o, não temas. Teme a Deus, não o homem”.[21]
Entre o final do século IV e o
início do século V, Agostinho, citado por Schneider, orienta aos cristãos que, adorem o
elemento antes de participarem da ceia “Ninguém coma aquela Carne, se antes não
a adorou. Pecamos se não a adorarmos”.[22]
Essas transcrições sugerem a ideia de que, até o início do quinto século,
os elementos da ceia, pelo menos para alguns líderes, eram sacros.
2.4 A Igreja única, santa, católica e apostólica.
Além do que já foi mencionada
sobre a Ceia, a igreja cristã
nesse período, adicionou novas práticas em seu dia a dia, tal e qual; o
arrependimento (penitência), o surgimento de imagens, a páscoa ‘cristã’, a
escola catequética, o nome papa (que significa pai) e também a construção das
igrejas de grande amplidão. No início do
IV século, os cristãos são agraciados com o edito de tolerância, logo após a
suposta conversão do Imperador Constantino em 312, destarte, experimentam um
período de paz. Com a momentânea tranquilidade, a igreja pode lidar e tentar
resolver alguns assuntos internos, tal como; algumas diferenças teológicas. Para
equacionar as questões, Constantino patrocinou um encontro (concílio), o evento
contou com aproximadamente 318 bispos e o assunto mais discutido foi sobre a
divindade de Jesus, segundo Bellito,
ela foi questionada por Ário que;
“havia sustentado que Jesus não era eterno nem incriado como Deus Pai”.[23]
Esse foi o primeiro concílio conhecido por ecumênico, que além de
discutir posições teológicas, deixou um legado importante na história da
igreja; construindo uma nova forma de administração eclesiástica, antes, havia
um tipo de isonomia nas igrejas, com pouca influência do bispo de Jerusalém ou
de Roma, a partir de Nicéia, começou a ser formada uma direção episcopal, com
um governo centralizado, confirmados pelos cânones, conforme nos conta Alberigo; “Graças a elas, com o tempo
foi se formando uma constituição eclesiástica universal, que superou
definitivamente o isolamento de cada comunidade local, com o seu bispo”.[24]
Nos idos de 380, o Imperador
Teodósio transformou o cristianismo na religião oficial e convocou o segundo
concílio ecumênico, chamado Constantinopla I, que tinha como objetivo resolver
os assuntos pendentes de Nicéia. Houve também um acréscimo ao credo niceno, que
preconiza a congregação cristã, conforme registro do Catecismo Católico: “Creio
na igreja, una, santa, católica e apostólica”.[25]
Durante esses primeiros quatro séculos, houve
muitas transformações na história do cristianismo; entre elas; a forma de
culto, a formação canônica do novo testamento, a administração eclesiástica e
na Ceia do Senhor, consoante citações anteriores, houve a sacralização dos
elementos.
Foi uma época de perseguições, que
geraram muito sofrimento, mas com uma guinada surpreendente, onde a igreja foi
transformada na religião oficial do Império. Nessa transição para a idade
média, já como religião oficial, o cristianismo se encontrava em uma posição
privilegiada. Esse conforto, porém, aumentava a responsabilidade da igreja
perante aos fiéis, pois era a soberana entre as demais religiões, que passaram
a ser de certa forma, clandestinas.
3 A IDADE MÉDIA
A Idade Média abrange um período de aproximadamente
dez séculos, tendo sido iniciada no quinto século com a queda do império
romano, são muitas as histórias desse milênio; entre elas, estão; o surgimento
do islamismo, epidemias (sendo a peste negra a mais temida), as cruzadas,
monarcas históricos, que foram considerados protetores da igreja, tal como
Carlos Magno, Isabel de Castela e Fernando de Aragão. Mas, contudo, a mais relevante
para o nossa pesquisa, a história eclesiástica, descrita por vários escritores
e pelos concílios, que foram pelo menos dezesseis, durante esse período (553
até 1512).
Um dos acontecimentos mais impactantes da igreja
no período medieval foi a ruptura entre o oriente e o ocidente, isso se deu
início no concílio de Éfeso com a diferença teológica acerca da cristologia,
Segundo Bellitto de um lado estava Nestório, defensor da tese que “Maria
era a mãe apenas do Jesus humano”,[26]
enquanto Cirilo, porta voz do papa e opositor a Nestório, alegava que “O nestorianismo dividia Jesus ao meio ao
negar que o Jesus humano e o Jesus divino era uma só pessoa”.[27]
Cirilo deu início aos trabalhos do concílio e condenou Nestório, antes da chegada da maioria
dos bispos orientais. Dois anos depois, esses problemas foram resolvidos com
uma trégua e a confirmação da condenação de Nestório.
Em 867, mais uma rachadura no já tribulado
relacionamento entre os ocidentais e orientais; Fócio e Inácio disputavam quem seria o patriarca da igreja do
oriente e o papa Nicolau I interferiu na disputa e conferiu a Inácio o cargo,
isso causou uma revolta em alguns de Constantinopla, considerando uma
intervenção indevida do papa. Ainda
muitas outras controvérsias ocorreriam entre as duas lideranças, ambas listavam
seus motivos e o rompimento acabou ocorrendo em 1054, dando novos ares a
história do cristianismo.
No final da Idade Média, além do cisma do
oriente, a igreja enfrentava alguns problemas; o papa já não gozava de tanta
simpatia, talvez pela influência sobre os monarcas e o poder de veto nos
concílios. Somando-se a isso, o comércio das relíquias que foram difundidas
através das histórias (ou estórias) de restos mortais dos mártires e da cruz do
calvário, formaram grande descontentamento nos leigos e até de alguns clérigos,
que se rebelaram tal e qual; Pedro Val (Valdenses), John Huss e
Wicleff, dando a tônica do que estaria por vir.
3.1 A Ceia na Idade Média
Os elementos da Ceia do Senhor
conforme relatado anteriormente, já eram objetos de adoração, pois, os líderes
eclesiásticos entendiam que após a consagração, o pão era substituído pelo
corpo de Cristo e o vinho, pelo seu sangue. Segundo Schneider, surgiram novas práticas na liturgia; a primeira foi a
genuflexão (ação de dobrar o joelho ou os joelhos) “No ocidente, o gesto de se
prostrar e se ajoelhar antes de receber o Corpo do Senhor se observava nos
ambientes monásticos já a partir do século VI, mais tarde esse gesto
divulgou-se ainda mais”[28]
outra prática mencionada por Schneider
fora a forma como o pão era distribuído: “No fim da era patrística, o costume
de receber a sagrada comunhão diretamente na boca tornou-se, pois, uma praxe já
difundida e quase universal”.[29]
O Monge e Sacerdote, João
Damasceno, que viveu entre os anos de 676 e 749, é mencionado em Dominus Est (É o Senhor), confirmando a sacralização do elemento
eucarístico “Do mesmo modo o, pão da Comunhão não é simples pão, mas pão unido
com a divindade”,[30] outro importante relato com perguntas
retóricas, é de Francisco de Assis,
citado em Dominus Est (É o Senhor),
“Se abandona nas nossas mãos e que todos os dias O temos e O recebemos em nossa
boca? Quiçá nos esquecemos que um dia seremos nós que cairemos nas suas mãos?”,[31]
dando a entender que, pelo menos o frade, celebrava a eucaristia diariamente.
A partir de 1188, surgiram
romances sobre o cálice da Ceia do Senhor; Baigent,
em seu livro intitulado Santo Graal e
a Linhagem Sagrada, mencionam algumas dessas narrativas, entre elas:
“Afirmava-se que ele era a taça da última ceia, na qual José de Arimatéia mais
tarde colheu o sangue de Jesus”.[32]
Em outra oportunidade, o autor relata que, Maria Madalena teria
levado o cálice para Marselha; “Segundo outras narrativas, o cálice foi levado
por Madalena à França. No século IV, lendas descreviam Madalena partindo da
Terra Santa e atracando em Marselha, onde suas supostas relíquias são ainda
veneradas”.[33]
Em 1215 foi realizado o concílio de Latrão IV,
onde surgiu a palavra transubstanciação e o dever da páscoa, conforme Bellitto
menciona:
Bellito (2014, págs.
81 e 82)
O concílio de
Latrão IV empregou uma palavra relativamente nova, ‘transubstanciação’, para
descrever a antiga doutrina de que o pão e o vinho se transformavam no corpo e
o sangue de Jesus. Um cânone posterior exigia a observação do célebre ‘dever da
Páscoa’, ou seja, todos os cristãos e cristãs deveriam comungar pelo menos a
cada Páscoa, bem como confessar os seus pecados no mínimo uma vez por ano..
Em meados do século XV, mas
precisamente em 1453, houve um acontecimento chamado milagre de Turim, segundo
dom Bosco; uma hóstia (tipo de pão)
foi roubada junto com outros pertences da igreja, os saques tinham sido
colocados sobre um jumento, ao chegarem a um determinado local (Turim), o
jumento empacou, rompeu-se o pacote que continham os objetos roubados e a
hóstia resplandecente flutuou no ar e isso provocou um solene pedido do povo
“ficai conosco, Ó Senhor”.[34]
Nesse local foi levantada a igreja do corpo de Deus e o arcebispo Luiz Franzoni determinou que a hóstia ficasse
exposta a veneração pública.
No final daquele século, a
liturgia eucarística havia ganhado uma posição relevante, se não era a
principal, pelo menos figurava entre as doutrinas cristãs mais populares. A
Ceia chegou a ser retratada pelo mestre renascentista Leonardo da Vinci,
que chegou a ser investigado pelo santo ofício, órgão que era responsável pela
condenação ou absolvição de supostas heresias. Na investigação realizada pelo
Inquisidor Padre Agustín Leyre foi
constatado detalhes que, certamente passaram despercebidos até os dias de hoje
pelo grande público, que tivera a oportunidade de visualizar a obra.
Entre os pormenores, Leyre descobriu que; padres, uma mulher
e o busto de Platão, serviram de modelo na Última Ceia. Um bibliotecário que
representou Judas Iscariotes, teria se enforcado; essas pessoas eram escolhidas
por Leonardo, que buscava traçar uma semelhança com os personagens da Ceia:
Sierra (2014,
pág. 208)
Foi o caolho quem esclareceu
suas dúvidas: não havia sido só o bibliotecário
o que posara para Judas. Outros frades, como Gilberto, haviam se deixado
retratar por ele, fazendo as vezes de apóstolos. O germano encarnara Felipe e
mas também Bartolomeu, os dois Tiagos ou André tinham rostos cedidos pelos
frades. Até o próprio Benedetto se
prestara a ser retratado como Tomé.
Consta ainda, que a imagem do
apóstolo Simão na Última Ceia; foi supostamente retratado pelo busto de Platão
e Elena Crivelle foi a modelo que
Leonardo utilizou para retocar o apóstolo João conforme o próprio da Vinci relata no livro de Sierra, “Está bem prior não negarei,
Mas, antes que se zangue comigo, deve saber que só utilizei a garota para dar
certos retoques ao discípulo amado”[35] Um dos resultados da investigação de Padre Leyre, levou a descoberta que; Leonardo da Vinci era um líder da heresia
heterodoxa conhecida como Cátaro, conforme descreve “Só me resta explicar
porque vim para cá, o Egito, para escrever estas linhas. E porque jamais
denunciei a existência de uma comunidade de perfeitos (cátaros) em Concorezzo, vinculada ao mestre
Leonardo”.[36]
Assim ficou caracterizada a Ceia no fim da Idade
Média; algumas histórias, lendas, supertições e adoração aos elementos; que
surgiram, por consequência da suposta transubstanciação no pão e vinho.
.
4 O SURGIMENTO DO PROTESTANTISMO
Em quase mil e quinhentos anos de cristianismo,
a igreja passou pelas seguintes etapas; crescimento, perseguição, período de
paz, até culminar no mais surpreendente de todos, que foi a de ser declarada
como a religião oficial do império. Mesmo após a queda do império no ocidente,
a igreja continuou tendo muita influência entre os soberanos. Mas, ao que
parecem, os fiéis e até alguns do clero, não estavam satisfeitos com o rumo e
as doutrinas que foram enxertadas na igreja. Os aborrecimentos resultaram no
cisma e a consequente divisão entre a igreja do ocidente e oriente, após esse
incidente; insurgentes como; Pedro Val
(Valdenses), João Huss, Wicleff e o mais bem sucedido de todos, Martin Lutero, transformaram a história
da igreja. Lutero, professor de teologia, elaborou um documento e no dia 31 de
outubro de 1517, anexou na porta da igreja do castelo de Wittemberg; eram 95 teses; além disso; solicitava uma discussão
sobre o enunciado. As principais demandas que se fundamentaram o até então,
monge, foram:
1) A salvação só poderia ser alcançada,
através do arrependimento e pesar, sendo que, esses procedimentos não poderiam
ser confundidos com o sacramento da punição.
2) Os cânones (estatutos papais) que
delegavam poderes aos papas e sacerdotes eram ineficazes, pois quem os criou,
foram os próprios líderes eclesiásticos. .
3) A venda de relíquias em troca de
indulgências, para livrar a ‘alma’ do purgatório, onde padeciam os familiares
ou parentes que já haviam falecidos, era uma exploração, pois o papa ou
qualquer sacerdote eram impotentes para penitenciar ou salvar quem já estivesse
morto.
A imprensa de Gutenberg, que tinha sido inventada há um século, foi de suma
importância na divulgação do mais novo insurgente e de seus ideais, a venda de
relíquias caiu a ponto de Roma tomar uma atitude contra Lutero. Por não ter se
desculpado pelo que fez, o monge foi excomungado, conforme conta Canuto; “Mais a partir daquele momento,
seria considerado um herege e um fora-da-lei. Lutero foi excomungado”.[37]
Contando com o apoio de adeptos a sua teologia,
que era embasado apenas nas escrituras (sola Scriptura), Lutero e os seus,
formaram uma nova igreja, mudando de forma definitiva a face do cristianismo. O
espírito reformista se espalhou, surgiram; João Calvino e Ulrich Zwínglio que impulsionaram o protestantismo na França e na
Suíça respectivamente. A Inglaterra, possuidor de um vasto Império na época da
reforma, tivera em Henrique VIII e posteriormente na rainha Elizabeth I, os
protagonistas no rompimento com o papado. A partir de então, o protestantismo
não parou de crescer, talvez pelo acesso as escrituras e a pregação no idioma
nativo, o que contagiou a população europeia. Ainda no velho
continente, a reforma da reforma tem nome, são os Anabatistas; por conflitavam
com algumas doutrinas dos reformistas, enfrentaram grande oposição, conforme
nos revela Carroll “Em Zurique depois de muitas
disputas entre Zwínglio e os
Anabatistas, o Senado promulgou uma lei, segundo a qual, aquele que se
atrevesse a batizar alguém que tivesse sido batizado antes, na infância, fosse
afogado!”,[38]
mas a nova doutrina de batizar apenas adultos,
independente de sua religião de origem, veio a ser o grande legado herdado
pelas igrejas evangélicas
(ramificações do protestantismo) dos Anabatistas. Quanto a palavra evangélica,
talvez tenha sido pronunciada pela primeira vez de forma separatista de Roma,
pelo reformador alemão: “Isso que nem queremos ser papista, mas evangélico”.[39]
Em
2013 já existiam no mundo cerca de novecentos milhões de evangélicos, conforme
matéria da revista Mensageiro da Paz “Hoje, estima-se
que haja cerca de 630 milhões de pentecostais no mundo, o que já representaria
70% de todos os protestantes do planeta (atualmente em torno de 900 milhões).”.[40]
4.1 A Ceia no Protestantismo
Logo
após a Dieta de Augsburgo, quando
foram permitidos aos protestantes de professarem a sua fé, Lutero percebeu que
houve certo descaso pela Ceia, essa reação inconsciente (ou não), pode ter sido
causada pelas ordenanças papais antes da reforma. Lutero exortou aos seus líderes
para que deixassem de preguiça e trabalhassem evangelizando e ensinando acerca
do sacramento, mas, sem forçar ou obrigar, como faziam os papas. O reformista
alemão considerava a Ceia um dos sacramentos e que a partir da consagração, os
elementos “são o verdadeiro corpo e sangue do nosso Senhor Jesus Cristo para
ser comido e bebido por nós, cristãos, sob o pão e o vinho. Este sacramento foi
instituído pelo próprio Cristo”.[41] Lutero se posicionava de
forma contrária em relação às observâncias romanas que ele próprio vivenciou na
celebração da Ceia, como por exemplo; procissões, adornos, venda do sacramento
tanto para vivos, quanto para mortos e inclusive o examinar-se; pois
ao citar Paulo, Lutero afirma que o apóstolo estava se referindo
especificamente à comunidade de Coríntios
“Meu caro, você não vê contra que Paulo estava falando? Contra aqueles que se
atiravam sobre o sacramento feito porcos e faziam dele uma comilança para o
corpo”.[42] Já
Calvino, acreditava que os elementos materiais nutritivos, são símbolos da
nutrição espiritual, conforme nos revela Ursinus:
Ursinus
(2005, pág. 62)
A água do batismo não se transforma no sangue
de Cristo nem tira os pecados. Ela é somente um sinal divino e uma garantia
disso. Igualmente o pão da santa ceia não se transforma no próprio corpo de
Cristo, mesmo que seja chamado “corpo de Cristo”, conforme a natureza e o uso
dos sacramentos.
Na Suíça, Ulrich Zwínglio tinha uma teologia referente à ceia, diferente dos
demais reformistas, como nos conta Santos “A presença de Cristo na Ceia dava-se
através da comunidade presente na celebração, ou seja, a transubstanciação
ocorria não nos elementos (pão e vinho), mas na congregação reunida”.[43]
Conforme foram surgindo as
diferentes denominações evangélicas originadas do protestantismo, a Ceia passou
a ser celebrada conforme os pais da reforma ensinaram. Alguns seguiram a forma
de Lutero, outros de Calvino, alguns ainda de Henrique VIII e ainda havia que
se identificasse com a direção de Zwínglio.
5 NOSSOS DIAS
Nesse
último capítulo, vamos falar sobre os dias atuais, hoje, o mundo cristão se
divide basicamente nas seguintes vertentes; a igreja católica, ortodoxa e as
evangélicas, que são ramificações do protestantismo.
A
igreja romana e ortodoxa, pouco mudaram em relação ao final da Idade Média, o
que não podemos dizer o mesmo em relação aos evangélicos, isso se formos
comparar com os primeiros reformistas. Alguns evangélicos atuais diferem em
alguns pontos dos seus progenitores; a maioria das igrejas passaram a batizar
apenas os adultos, algumas observam a guarda do sábado, entre elas estão; a
Adventista e a Batista do Sétimo Dia e outra ainda, bastante conhecida pela distância
de algumas doutrinas da Reforma é a Testemunha de Jeová, que apesar de
acreditar que Jesus é o messias, discorda em relação a divindade do filho do
homem. Quanto a Ceia, vamos detalhar como celebram algumas vertentes do
cristianismo nos dias atuais.
5.1 A Ceia na Igreja Católica Romana
Conforme o catecismo da igreja Católica Romana e Alberigo, a
celebração da ceia perfazem algumas das seguintes ordenanças:
a) “O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único
sacrifício: É uma só e mesma vítima, é o mesmo que oferece agora pelo ministério
dos sacerdotes, que se oferece a si mesmo então na cruz”.[44]
b) “Só os Sacerdotes validamente ordenados podem presidir a Eucaristia e
consagrar o pão e o vinho para que se tornem o Corpo e o Sangue do Senhor”.[45]
c) “Por meio da consagração opera-se a transubstanciação, do pão e do vinho no
Corpo e no sangue de Cristo”. [46]
d) “Enquanto sacrifício, a Eucaristia é
também oferecida em reparação dos
pecados dos vivos e dos defuntos, e para obter de Deus benefícios
espirituais e temporais”[47]
e) “A respeito da comunhão, o concílio afirma que a
comunhão sob a espécie do pão é completa, mas não feche a porta para concessão, pelo Papa da comunhão com o
cálice”.[48]
5.2 A Ceia na Igreja Luterana
A
igreja Luterana celebra a Ceia, de acordo com o Catecismo de Lutero e/ou A
Confissão de Augsburgo, conforme
descrito:
a)
“É o verdadeiro corpo e sangue do nosso Senhor Jesus Cristo, para ser
comido e bebido por nós cristãos, sob o pão e o vinho”.[49]
b)
“Da ordem eclesiástica se ensina que sem chamada regular, ninguém deve
publicamente ensinar ou pregar ou administrar os sacramentos da igreja”.[50]
5.3 A Ceia
na Igreja Presbiteriana
A
igreja Presbiteriana é a continuidade da doutrina calvinista e observa a
seguinte liturgia da ceia, que Ursinus
nos revela:
-
Em relação aos ímpios e incrédulos:
a)
“Por isso, a igreja cristã tem a
obrigação, conforme o mandamento de Cristo e seus apóstolos, de excluir tais
pessoas pelas chaves do reino dos céus, até que demonstrem arrependimento”[51]
-
Acrescentando ao que já fora mencionado anteriormente, em relação ao pão e o
vinho:
b)
“Ele nos quer ensinar que seu corpo crucificado e seu sangue derramado
são o verdadeiro alimento e bebida de nossa alma, para a vida eterna, assim
como pão e vinho mantém a vida temporária”[52]
-
Quanto a missa da Igreja Católica:
c)
“A missa, então, no fundo,
não é outra coisa senão a negação do único sacrifício e sofrimento de Cristo e uma idolatria
abominável”.[53]
5.4 A
Ceia das Testemunhas de Jeová.
A
ceia na Igreja dos testemunhas de Jeová difere das demais denominações cristãs,
segundo a Torre de Vigia, através de seu livro entitulado; O Que a Bíblia nos
Ensina; a celebração segue a seguinte ordem::
a)
“Essa Ceia substituiu a Páscoa judaica e, portanto, deve ser celebrada
apenas uma vez por ano”.[54]
b) “Assim, tanto o pão como o vinho são apenas símbolos”.[55]
_ Quem deve comer do pão e beber do vinho?
c)
“Apenas os que estão no novo pacto (os cento e quarenta e quatro mil)
isto é, aqueles que tem a esperança de ir para o céu, devem comer do pão e
beber do vinho”.[56]
Quanto aos que tem esperança de viver para sempre no paraíso da terra: “Eles
obedecem a ordem de Jesus e assistem a Ceia do senhor, mas comparecem como
observadores respeitosos, não como participantes do pão e do vinho”.[57]
5.5 A Ceia nas demais Igrejas Evangélicas
A celebração da Ceia na maioria
das igrejas evangélicas tradicionais e pentecostais, segundo Downing, se dão da seguinte forma:
a)
“Devem participar da Ceia do Senhor, somente os crentes que
foram batizados e, são membros dessa assembleia local e mantêm uma caminhada
ordenada”.[58] e ainda;
(Downing, 2008, pág. 305)
“Esta observância é simbólica e memorial,
e de forma alguma é um sacramento ou ‘meios visíveis da graça’ de tal forma que
a igreja participa de Cristo literalmente como no Romanismo, ou misticamente
como no Luteranismo e tradição Reformada”.
A forma de celebrar a Ceia,
conforme o manual da igreja Adventista do Sétimo Dia, deve ser:
(Manual da Igreja Adventista, 2015, pág. 129)
A cerimônia deve ser sempre uma experiência
solene, mas nunca sombria. Erros foram corrigidos, pecados foram perdoados e a
fé reafirmada. É tempo para celebração. Que a música seja vibrante e alegre. A
cerimônia deve terminar em tom vibrante, com uma apresentação musical ou canto
congregacional, seguido pela despedida.
Quanto, ao (s) dia (s) a ser (em)
celebrada a Ceia, difere conforme a denominação cristã. Entre as inúmeras
existentes; A Assembléia de Deus de Vassouras, conforme a reformulação do seu
regimento interno, a Ceia do Senhor a celebra semanalmente, conforme consta:
a)
“A Santa
Ceia do Senhor será celebrada todos os Domingos, das 19h às 21h, conforme o
costume da Igreja Bíblica Primitiva [Atos 20.7]”.[59]
CONCLUSÃO
O desenvolvimento do presente
trabalho possibilitou uma análise de como a Ceia do Senhor foi instituida, de
que forma passou a ser celebrada e como está sendo ministrada. Isso foi
possível, após traçar um paralelo entre a historiografia da igreja com a da
Ceia. Santos apud Mário Rehfeldt,
relata o tipo de celebração que havia no início da comunidade cristã.
Na igreja antiga, a Santa Ceia constituiu
o ponto ciulminante do culto cristão. É no momento da celebração da ceia que se
reavalia a unidade e a comunhão crista. É por essa razão, é que a celebração da
ceia sucedia a festa do amor durante
os primeiros anos da igreja. Realizava-se a ceia com o pão e o vinho utilizado
na festa do amor, onde os membros
partilhavam os alimentos que traziam, numa verdadeira festa de amor e
confraternização, celebrando a comunhão horizontal profetizada por João “Se
andarmos na luz, como Ele está na luz está, temos comunhão uns com os outros, e
o sanfue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado”(1 João 1;
7).[60]
Após esse período, a ceia passou a
ser celebrada conforme as circunstância e características de cada cidade; em
certos locais as reuniões eram relizadas de forma desorganizada, em outros de
forma mais tímida, isso devido a perseguição. Mas, o que de mais relevante
podemos ressaltar foram a quantidade de preceitos enxertados na celebração da
Ceia. Com o acontecimento da reforma protestante, houve mudanças significativas
nas doutrinas eclesiásticas e inclusive na celebração da Ceia. Isso foi alvo de
controvérsias e consequentemente muitos debates entre seus membros, na
tentativa de realizar a ordenança mais voltada aos princípios bíblicos.
As ferramentas utilizadas para o
trabalho foram as referências bibliográfica, eletrônica e revistas; em
especial; a Bíblia e os livros dos seguintes autores: Alberigo, Bellito,
Calvino, Eusébio, Lutero e Schneider, que me possibilitaram um
apanhado de registros históricos, que me fizeram compreender os acréssimos e as
mudanças da liturgia da ceia, desde a sua instituição até os dias atuais.
Sendo uma das principais
ordenanças do cristianismo, é necessário que haja uma maior reflexão e um
estudo mais detalhado sobre o assunto, permitindo aos membros de suas
respectivas denominações cristãs, estarem concientes da forma de celebração,
cada vez mais próxima da idealizada
quando foi instituida.
O objetivo da pesquisa
que tinha por finalidade entender o porque das diferentes formas de celebração
da ceia, fora alcançado, na medida que fatos históricos foram revelados,
respondendo os questionamentos das lacunas deixadas através do tempo. Que a
igreja cristã, independente da denominação, volte a realizar a Ceia conforme os
primeiros cristãos, que celebravam da forma que o seu idealizador determinou.
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* Silva, Luiz Henrique
Carvalho. Email: lhcsuiz@gmail.com
Completion
of course work, presented to Faecad, for partial requirement to obtain a
Bachelor's degree in Theology.
[1] LUCAS; Bíblia em português, A Bíblia de Estudo
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[2] ÊXODO, Bíblia em português, A Bíblia
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[3] JOÃO, Bíblia em português A Bíblia de
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[4] STERN, David H. Comentário judaico do novo testamento,
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Pedro Bianco, Marson Guedes, Edinael Rocha e Célia Clavello, 2008. Comentário
do cap. 26, versículo 2, segundo parágrafo, Pág 102.
[5] CATECISMO da Igreja Católica, ed. Revisada conforme o
texto oficial em Latim, edições Loyola, ed. Vozes, Brasília 1998, pág 366.
[6] 1 CORÍNTIOS, Bíblia em português, A Bíblia
de Estudo Anotada Expandida: Antigo e Novo Testamento, Charles C. Ryrie – ed.
rev. e expandida – ed. Mundo cristão, SBB, São Paulo, Tradução do texto
Bíblico: João Ferreira de Almeida, 2007.cap. 11, vers. 21,
pág. 1120.
[8] EUSÉBIO, História eclesiástica, ed. CPAD, Tradução,
Lucy Iamakami (livros 1 a 8) e Luís Aron de Macedo (livros 9 e 10), Rio de
Janeiro, 1999, livro 3, cap. XXVII, pág.106.
[9] EUSÉBIO, História eclesiástica, ed. CPAD, Tradução,
Lucy Iamakami (livros 1 a 8) e Luís Aron de Macedo (livros 9 e 10), Rio de
Janeiro, 1999, livro 5, cap. I, pág.161 e 162.
[10] EUSÉBIO, História eclesiástica, ed. CPAD, Tradução,
Lucy Iamakami (livros 1 a 8) e Luís Aron de Macedo (livros 9 e 10), Rio de
Janeiro, 1999, livro 5, cap. XXIV, da pág.194.
[11] EUSÉBIO, História eclesiástica, ed. CPAD, Tradução,
Lucy Iamakami (livros 1 a 8) e Luís Aron de Macedo (livros 9 e 10), Rio de
Janeiro, 1999, livro 5, cap. XXIV, da pág.195.
[12] EUSÉBIO, História eclesiástica, ed. CPAD, Tradução,
Lucy Iamakami (livros 1 a 8) e Luís Aron de Macedo (livros 9 e 10), Rio de
Janeiro, 1999, livro 6, cap. XLIII, pág. 244.
[13] SCHNEIDER, Athanasius,
Dominus Est (É o Senhor), Reflexão de um bispo da Ásia Central sobre a sagrada
comunhão, Tradução, Nuno Manuel Castello Branco Bastos e Nestor Fonseca da
Silva, ed. Raboni, 5º edição 2009.pág 59 4º parágrafo e pág. 60, 1º parágrafo.
[14] EUSÉBIO, História eclesiástica, ed. CPAD, Tradução,
Lucy Iamakami (livros 1 a 8) e Luís Aron de Macedo (livros 9 e 10), Rio de
Janeiro, 1999, livro 6, cap. XLIII, pág.245.
[15] EUSÉBIO, História eclesiástica, ed. CPAD, Tradução,
Lucy Iamakami (livros 1 a 8) e Luís Aron de Macedo (livros 9 e 10), Rio de
Janeiro, 1999, livro 6, cap. XLIV, pág.247.
[16] EUSÉBIO, História eclesiástica, ed. CPAD, Tradução,
Lucy Iamakami (livros 1 a 8) e Luís Aron de Macedo (livros 9 e 10), Rio de
Janeiro, 1999, livro 7, cap. IX, pág.254.
[17] SCHNEIDER, Athanasius,
Dominus Est (É o Senhor), Reflexão de um bispo da Ásia Central sobre a sagrada
comunhão, Tradução, Nuno Manuel Castello Branco Bastos e Nestor Fonseca da
Silva, ed. Raboni, 5º edição 2009, pág. 48..
[18] SCHNEIDER, Athanasius,
Dominus Est (É o Senhor), Reflexão de um bispo da Ásia Central sobre a sagrada
comunhão, Tradução, Nuno Manuel Castello Branco Bastos e Nestor Fonseca da
Silva, ed. Raboni, 5º edição 2009, pág. 48.
[19] SCHNEIDER, Athanasius,
Dominus Est (É o Senhor), Reflexão de um bispo da Ásia Central sobre a sagrada
comunhão, Tradução, Nuno Manuel Castello Branco Bastos e Nestor Fonseca da
Silva, ed. Raboni, 5º edição 2009, págs. 47 e 48.
[20] SCHNEIDER, Athanasius,
Dominus Est (É o Senhor), Reflexão de um bispo da Ásia Central sobre a sagrada
comunhão, Tradução, Nuno Manuel Castello Branco Bastos e Nestor Fonseca da
Silva, ed. Raboni, 5º edição 2009, pág 67.
[21] SCHNEIDER, Athanasius,
Dominus Est (É o Senhor), Reflexão de um bispo da Ásia Central sobre a sagrada
comunhão, Tradução, Nuno Manuel Castello Branco Bastos e Nestor Fonseca da
Silva, ed. Raboni, 5º edição 2009, pág 65.
[22] SCHNEIDER, Athanasius,
Dominus Est (É o Senhor), Reflexão de um bispo da Ásia Central sobre a sagrada
comunhão, Tradução, Nuno Manuel Castello Branco Bastos e Nestor Fonseca da
Silva, ed. Raboni, 5º edição 2009, pág 41.
[23] BELLITO, Christopher M.
História dos 21 Concílios da Igreja, Tradução Cláudio Queiroz de Godói, ed.
Loyola, 2º edição São Paulo 2014, da pág 34.
[24] ALBERIGO,
Giuseppe, História dos Concílios Ecumênicos, Tradução, José Maria de Almeida,
ed. Paulus, 1º edição 1995, 6º reimpressão 2015, São Paulo1995, pág 38, 1º
parágrafo.
[25] CATECISMO da Igreja
Católica, ed. Revisada conforme o texto oficial em Latim, edições Loyola, ed.
Vozes, Brasília 1998, pág 59.
[26] BELLITO, Christopher M.
História dos 21 Concílios da Igreja, Tradução Cláudio Queiroz de Godói, ed.
Loyola, 2º edição São Paulo 2014, da pág 39.
[27] BELLITO, Christopher M.
História dos 21 Concílios da Igreja, Tradução Cláudio Queiroz de Godói, ed.
Loyola, 2º edição São Paulo 2014, pág 40.
[28] SCHNEIDER, Athanasius,
Dominus Est (É o Senhor), Reflexão de um bispo da Ásia Central sobre a sagrada
comunhão, Tradução, Nuno Manuel Castello Branco Bastos e Nestor Fonseca da
Silva, ed. Raboni, 5º edição 2009, pág 34, 2º parágrafo.
[29] SCHNEIDER, Athanasius,
Dominus Est (É o Senhor), Reflexão de um bispo da Ásia Central sobre a sagrada
comunhão, Tradução, Nuno Manuel Castello Branco Bastos e Nestor Fonseca da
Silva, ed. Raboni, 5º edição 2009, pág 34, 3º parágrafo.
[30] SCHNEIDER, Athanasius,
Dominus Est (É o Senhor), Reflexão de um bispo da Ásia Central sobre a sagrada
comunhão, Tradução, Nuno Manuel Castello Branco Bastos e Nestor Fonseca da
Silva, ed. Raboni, 5º edição 2009, pág 59, 2º parágrafo.
[31] SCHNEIDER, Athanasius, Dominus Est (É o Senhor), Reflexão
de um bispo da Ásia Central sobre a sagrada comunhão, ed. Raboni 5º edição,
Tradução, Nuno Manuel Castello Branco Bastos e Nestor Fonseca da Silva, 2009,
pág 65, 3º parágrafo.
[32] BAIGENT, Michael; LEIGH, Richard e LINCOLN, Henry, O
Santo Graal e a Linhagem Sagrada, Ed. Nova Fronteira, Tradução Nadir Ferrari,
1982, pág 291.
[33] BAIGENT, Michael; LEIGH, Richard e LINCOLN, Henry, O
Santo Graal e a Linhagem Sagrada, Ed. Nova Fronteira, Tradução Nadir Ferrari,
1982, pág 291 e 292.
[35] SIERRA, Javier, A Ceia Secreta, ed. Planeta, São
Paulo, Tradução, Sandra Martha Dolinsky, 2014, pág 287, 1º parágrafo.
[36] SIERRA, Javier, A Ceia
Secreta, Tradução, Sandra Martha Dolinsky, ed. Planeta, São Paulo, 2014, pág
308, 3º parágrafo.
[37]
CANUTO, Manoel, A fé Protestante, Ed. Os Puritanos, São Paulo, 2012, pág. 14,
2º parágrafo.
[38] CARROLL, James Milton, O Rasto de Sangue, ed. Palavra
Prudente, Tradutor Paul Hatcher, 2007, págs. 10 a 15.
[39] LUTERO, Martim; Eucaristia - Louvor e Dádiva,
adaptação do texto Rui J. Bender, ed. Sinodal, co ed. Concórdia, Rio Grande do
Sul, 2001, pág 27.
[40] MATÉRIA DE CAPA,
Pentecostalismo manterá Protestantismo Vivo, Mensageiro da Paz da editora CPAD,
27 de Dezembro de 2012, Capa e páginas 4 e 5.
[41] LUTERO, Martim; Catecismo Menor, ed. Sinodal, São
Paulo 1995.
[42] LUTERO, Martim; Eucaristia - Louvor e Dádiva,
adaptação do texto Rui J. Bender, ed. Sinodal, co ed. Concórdia, Rio Grande do
Sul, 2001, pág 58, 2º parágrafo.
[44] CATECISMO da Igreja Católica,
ed. Revisada conforme o texto oficial em Latim, edições Loyola, ed. Vozes,
Brasília 1998, págs. 376 e 377, vers. 1367.
[45] CATECISMO da Igreja Católica,
ed. Revisada conforme o texto oficial em Latim, edições Loyola, ed. Vozes,
Brasília 1998, pág 390, vers. 1411.
[46] CATECISMO da Igreja Católica,
ed. Revisada conforme o texto oficial em Latim, edições Loyola, ed. Vozes,
Brasília 1998, pág 390, vers. 1413.
[47] CATECISMO da Igreja Católica,
ed. Revisada conforme o texto oficial em Latim, edições Loyola, ed. Vozes, Brasília
1998, pág 390, vers. 1414.
[48] ALBERIGO, Giuseppe, História dos Concílios Ecumênicos,
ed. Paulus, 1º edição 1995, 6º reimpressão 2015, São Paulo Tradução, José Maria
de Almeida 1995, pág 344.
[49] LUTERO, Martim; Catecismo Menor, ed. Sinodal, São
Paulo 1995, pág. 23.
[50] AUGSBURG,Confissão de, Edição Comemorativa (1530-2005),
editoras; Sindal, Concórdia e Encontro Publicações, Porto Alegre, Tradução;
Arnaldo Schuler, 2005, Artigo XIV, pág 16.
[51] URSINUS, Zacarias e OLIVIANUS, Gaspar, Padrões doutrinários da Igreja
Reformada, Confissão Belga e Catecismo de Heidelberg, Tradução, Missão
Reformada do Brasil, Ed. Cultura Cristã pág 63.
[52] URSINUS, Zacarias e OLIVIANUS, Gaspar, Padrões doutrinários da Igreja
Reformada, Confissão Belga e Catecismo de Heidelberg, Tradução, Missão
Reformada do Brasil, Ed. Cultura Cristã pág 62.
[53] URSINUS, Zacarias e OLIVIANUS, Gaspar,
Padrões doutrinários da Igreja Reformada, Confissão Belga e Catecismo de
Heidelberg, Tradução, Missão Reformada do Brasil, Ed. Cultura Cristã pág 63.
[54] O QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA, Ed. Watchtower bible
and Tract Society of Pennsylvania e Associação Torre de Vigia de Bíblias e
Tratados, Cesário Lange, São Paulo, 2015, págs. 206.
[55] O QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA, Ed. Watchtower bible
and Tract Society of Pennsylvania e Associação Torre de Vigia de Bíblias e
Tratados, Cesário Lange, São Paulo, 2015, págs. 207.
[56] O QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA, Ed. Watchtower bible
and Tract Society of Pennsylvania e Associação Torre de Vigia de Bíblias e
Tratados, Cesário Lange, São Paulo, 2015, págs. 207.
[57] O QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA, Ed. Watchtower bible
and Tract Society of Pennsylvania e Associação Torre de Vigia de Bíblias e
Tratados, Cesário Lange, São Paulo, 2015, págs. 208.
[58] DOWNING, William R., Um Catecismo Batista, ed.
Publicações P.I.R.S. Tradutor Hiriate Luiz Fontouro, 2008, pág. 311.
[59] REGIMENTO Interno da Igreja Evangélica Assembleia de
Deus, CNPJ nº 04.045.052/0001-35, São Paulo, 2010.